Selecionados pelo Programa Ciência Sem Fronteiras do Governo Federal, estudantes se preparam para estudar no exterior.
A cultura de intercâmbio na Universidade de Caxias do Sul é
uma realidade cada vez mais fortalecida no meio acadêmico.
São alunos de graduação que participam de programas de
mobilidade acadêmica internacional e alunos estrangeiros
que buscam a UCS como uma referência internacional.
Em agosto, cerca de 40 acadêmicos da UCS embarcam para
uma experiência de um ano no Programa Ciência Sem Fronteiras,
do Governo Federal, e cerca de 45 alunos de outros países
chegam à Instituição.
Para a assessora de Relações Interistitucionais e Internacionais
da UCS, professora Luciane Stallivieri, "o mérito acadêmico e o
domínio de língua estrangeira permitem que nossos alunos
participem de uma mobilidade acadêmica, como o Programa Ciência
Sem Fronteiras. A UCS está formando alunos com qualidade.
Esses alunos, além de realizarem uma viagem para outro país,
estão realizando uma viagem dentro deles mesmos".
Os alunos da UCS selecionados para o programa são
dos cursos de Farmácia, Automação Industrial,
Engenharia Mecânica, Engenharia Ambiental, Engenharia Elétrica,
Engenharia de Produção, Enfermagem, Fisioterapia, Medicina,
Engenharia Química, Engenharia de Alimentos,
Ciências Biológicas, Agronomia, Sistemas de Informação,
Nutrição, Engenharia de Controle e Automação, Arquitetura e
Urbanismo e embarcam para os Estados Unidos, Itália, Alemanha,
Reino Unido, Canadá, Austrália, Portugal, Espanha e Holanda.
Ciência Sem Fronteiras
O Programa Ciência sem Fronteiras
busca promover a consolidação, expansão e internacionalização
da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade
brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional.
A iniciativa é fruto de esforço conjunto do Ministério da
Ciência, Tecnologia e Inovação e do Ministério da Educação, por
meio das instituições de fomento – CNPq e CAPES –, e Secretarias
de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC. Esse projeto
prevê a utilização de até 75 mil bolsas em quatro anos
para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e
pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de
manter contato com sistemas educacionais competitivos em
relação à tecnologia e inovação. Além disso, busca atrair
pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou
estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas
áreas prioritárias definidas no Programa, bem como criar
oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam
treinamento especializado no exterior.
Alguns dos acadêmicos selecionados pelo
Programa Ciência Sem Fronteiras em reunião na UCS, em julho.
Expectativas
O acadêmico de Engenharia Ambiental, Thiago Stangherlin
Barbosa, 26 anos, viaja para os Estados Unidos, e participa
de intercâmbio na The University of Oklahoma. A possibilidade
em participar de um intercâmbio internacional por meio de
uma bolsa de estudos acompanha o aluno desde o início de sua
graduação, em 2008. "Estudo muito para obter boas notas em meu
curso, tanto para aprender o máximo que eu conseguir, como para
ter maiores chances em bolsas de estudo no exterior. Meu
interesse no Programa Ciência sem Fronteiras é a possibilidade
de fazer estágio em iniciação científica, podendo
complementar as pesquisas que participo aqui na UCS", destaca o
estudante. Essa não é a primeira vez que ela participa de
intercâmbio. Em julho de 2010, Thiago esteve na China, na
Universidade de Pequim, durante um mês, pelo Programa Top
China, promovido pelo Santander Universidades.
Washington State University é o destino da aluna
Cristina Aide Valentini, 21 anos, do curso de Farmácia. Na
instituição norte-americana, a acadêmica espera agregar
conhecimentos e experiências pessoais que melhorem seu
desempenho como futura farmacêutica. "Essa é a primeira vez que
participo de um intercâmbio. Minha expectativa é poder atuar,
também, como bolsista em projetos de pesquisa".
Cristian Rodrigues Bertin, 21 anos, aluno de Engenharia
Mecânica, irá para a Holanda, na Universidade de Tecnologia de
Eindhoven. Ele pretende diversificar seus conhecimentos
"com a tecnologia e a tradição europeia no segmento de
engenharia, além de ampliar meu networking, me expor a um
ambiente novo, o qual é diferente do vivenciado aqui -
como por exemplo a cultura, métodos de projetos e
desenvolvimento dentro das empresas", explica. Esse é o seu
segundo intercâmbio. Em julho do ano passado foi para
Toronto, Canadá, estudar a língua inglesa. Na Holanda,
Cristian espera alcançar bons níveis de rendimento na
universidade, "mas também aproveitar o período de estágio nas
empresas. Conhecer, aprender e desenvolver tecnologias para depois
trazer ao Brasil formas inovadoras e criativas para a
expansão e geração de tecnologia". Na UCS, ele
atuou como bolsista na equipe que desenvolveu um minibaja
(veículos construídos para competições entre estudantes dos
cursos de Engenharia), "uma experiência diferente das que eu já
havia vivenciado, pois me apresentou a uma área com a qual eu
não tinha contato, que é a automotiva, e pela qual hoje tenho
verdadeira paixão", conclui.
Foto: Daniela Schiavo
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