Última alteração: 2020-11-05
Resumo
É inegável que as escolas do campo, de certa forma, ainda se encontrem subjugadas e vistas como um apêndice das escolas urbanas, com o povo campesino tendo sua cultura quase apagada e pouquíssimos acessos à ambientes formadores, como a biblioteca. Percebe-se, assim que a biblioteca escolar carrega consigo o rol de dificuldades e desafios pertinentes ao contexto da educação do campo. Isso corrobora com a colocação de Gehrke e Bufrem (2018), que afirmam que “[...] na relação entre a cultura da biblioteca escolar e a Escola do Campo, coloca-se a necessidade e possibilidade de ruptura e continuidade, transformação e resistência, inovação e transgressão”. Sendo assim, esta pesquisa objetivou analisar e avaliar, por meio de uma pesquisa de natureza qualitativa, o potencial formativo de uma biblioteca escolar em uma escola do campo do RS, como um ambiente favorável e propício para instigar a democratização do conhecimento e o contato com a leitura desde a primeira infância. Para isso, 20 estudantes da escola do campo escolhida responderam um questionário aberto, as respostas foram analisadas e, a partir delas, pode-se concluir que a biblioteca, em um ambiente campesino, é uma instituição essencial para a democratização do acesso a informação, a promoção do desenvolvimento do pensamento crítico, a colocação do usuário em um papel de produtor e não mero reprodutor de conhecimentos e, finalmente, é fonte de democratização e respeito às diferentes manifestações culturais, favorecendo a construção coletiva do conhecimento.