A gestão da mudança norteou o quinto encontro do Programa de Desenvolvimento de Lideranças
Além de desafiadoras, as mudanças também conferem caráter inclusivo e de transformação nas organizações
Qual é o meu momento no processo de mudança? Como posso contribuir para a organização? Quem sou eu – além de minhas atribuições ou cargo profissional? À frente do quinto encontro do Programa de Desenvolvimento de Lideranças (PDL) da Fundação Universidade de Caxias do Sul, dia 11 de junho no auditório do Bloco H, a professora e pró-reitora de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico da UCS, Neide Pessin, levantou essas questões ao iniciar a palestra Gestão da Mudança.

Se a intenção foi descontrair o público, mesmo condicionando-o a uma reflexão, a “provocação” deu certo! Cada participante aproveitou a pausa de dois minutos, proposta por Neide, para traçar a linha do tempo de sua vida, destacando os pontos marcantes, independente dos possíveis aspectos positivos ou negativos deste percurso. Uma oportunidade de olhar para si, compreender a importância de buscar conexões, reconstruir sonhos e encarar seus medos.
Mudança é movimento e não acontece sozinha. É necessário que as pessoas estejam dispostas a mudar individualmente e evoluir. É nesse contexto que ocorre a transformação, junto à natural ansiedade humana pelo o que está por vir e à disponibilidade para adaptações. “Precisamos ser protagonistas neste processo, e como parte de uma empresa, somos coletividade”, apontou Neide, ao reforçar que mudanças são necessárias, e praticamente contínuas, em instituições de Ensino Superior, impulsionadas pela necessidade de se adequar às transformações tecnológicas e exigências de mercado, garantindo relevância e excelência acadêmica.

Nem todo processo de mudança precisa ser traumático ou complicado. “Qual a nossa atitude diante de um novo sistema de trabalho: senta e chora, levanta e segue ou ambos os casos?”, exemplificou, bem-humorada. “É papel das lideranças contribuir para que seus colaboradores sintam-se pertencentes e engajados às mudanças, cada qual com a sua importância”, prosseguiu a palestrante, ao recordar situações pessoais que repercutiram em suas escolhas futuras. “Minha opção pela Biologia foi influenciada, de certa forma, pelas atividades desempenhadas por seu Antônio, o jardineiro da escola onde eu estudava. Ações simples, mas de muito cuidado”, revelou. Outro exemplo dado por Neide foi um problema de saúde enfrentado por ela em 2023, que impactou na reconstrução dos próprios sonhos. “Aceitar minha condição foi fundamental para a tomada de decisões, a exemplo do meu retorno ao trabalho. Minha família e a Instituição representaram um resgate à esperança, à fé e ao espírito de coletividade, sentimentos tão genuínos às gestões de mudança”, concluiu.
Após o intervalo do coffee break, foi realizado um fórum sobre o tema da edição, na presença de diretores e coordenadores de área, bem como demais gestores das mantidas pela FUCS.
Fotos: Bruno Zulian
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