Focado na agricultura de baixo carbono, tem início o Congresso Brasileiro de Fitossanidade na UCS

Assessoria de Comunicação da Universidade de Caxias do Sul - 02/09/2026 | Editado em 02/09/2026

Pesquisadores e setor produtivo debatem sustentabilidade e avanços científicos na área

Teve início nesta terça-feira, dia 2 de setembro, na Universidade de Caxias do Sul, o VIII Congresso Brasileiro de Fitossanidade (COMBRAF), que se estende até sexta-feira, 4 de setembro. Com o tema central “Fitossanidade e agricultura de baixo carbono”, o evento reúne pesquisadores, docentes, estudantes, profissionais das ciências agrárias e produtores rurais de várias regiões do Brasil, além de delegações internacionais da Alemanha, Polônia, China, Argentina e Gana, para debater sustentabilidade, inovação e desafios produtivos.O presidente da comissão organizadora, professor da UCS Murilo César dos Santos, destacou o simbolismo de sediar o congresso em Caxias do Sul, associando a presença dos congressistas a uma “imigração temporária do conhecimento”, no contexto dos 150 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul, celebrados em 2025: “Se há 150 anos os imigrantes chegaram para ajudar a construir essa região por meio do trabalho da agricultura, hoje vocês chegam para juntos discutirmos e ajudar-nos a construir o futuro da agricultura brasileira”, afirma.

O presidente nacional do congresso, professor da Universidade Estadual Paulista (UNESP) Marcelo da Costa Ferreira , reforçou o alinhamento dos debates à agricultura regenerativa e à redução de emissões de carbono: “O tempo de crescer apenas com o objetivo de acumular tamanho já passou. O agro exige agora ser melhor, ser estável, consequente, engajado e exemplar”, avalia.

Ressaltando o empenho de seis anos para trazer o evento à Serra Gaúcha, o reitor da UCS, professor Asdrubal Falavigna, enfatizou a função social da ciência e a aproximação entre universidade, pesquisa e sociedade: “A ciência precisa sair dos laboratórios, precisa encontrar o campo, transformar conhecimento, criar as pontes entre pesquisa e a sociedade, entre a tecnologia e a necessidade de solucionar os problemas” enfatiza.

Presente na solenidade, o prefeito Adiló Didomenico destacou a evolução da agricultura e a necessidade de ampliar o acesso à pesquisa, à inovação e à tecnologia diante dos desafios enfrentados pelo setor. Ao relacionar sua trajetória pessoal no meio rural, ressaltou a importância de buscar soluções para a produtividade e para a permanência dos agricultores no campo: “ Nós precisamos das ferramentas da pesquisa e da tecnologia a serviço para que possamos manter especialmente o nosso ambiente na agricultura. Esse congresso é extremamente apropriado e oportuno porque precisamos, cada vez mais, melhorar a pesquisa e melhorar a produtividade”, argumenta.

Personalidade da Fitossanidade Brasileira

A engenheira-agrônoma Rosa Maria Valdebenito Sanhueza foi agraciada com o título de “Personalidade da Fitossanidade Brasileira”. Ausente por motivos de saúde, ela foi representada por Paola Souza Minuzzo, que realizou a leitura de sua mensagem oficial.

No texto, a homenageada resgatou sua trajetória na pesquisa relacionada às doenças da macieira e alertou para as exigências do cenário contemporâneo: “É provável que os drones e a inteligência artificial otimizem a produção de tecnologias mais eficazes, mas sem o trabalho integrado e sem foco nas demandas dos produtores não conseguiremos dar o retorno à sociedade que nos formou”, pontua.

A primeira palestra foi “Agricultura de Baixo Carbono no Brasil e no Mundo”, ministrada pela Dra. Vanderlise Giongo. A programação do congresso segue até sexta-feira, com conferências, palestras, minicursos, sessões de pôsteres e exposições tecnológicas. Confira neste link.

Fotos: Bruno Zulian