Uso da inteligência artificial na pauta da X Jornada Gaúcha da História da Medicina
Evento no UCS Teatro reúne especialistas para discutir a preservação da história diante dos avanços tecnológicos.
O UCS Teatro sedia até esta sexta-feira, 9 de outubro, a X Jornada Gaúcha de História da Medicina. O evento reúne lideranças acadêmicas e médicas para discutir a trajetória da profissão e a importância de preservar sua memória em um cenário marcado pelos avanços tecnológicos e pela inteligência artificial.

A abertura oficial da Jornada, no dia 8, foi marcada por manifestações sobre a importância da história da medicina para a compreensão da profissão e dos caminhos que ela percorre no presente.O evento teve início com a participação da presidente da Comissão Cultural da Associação Gaúcha da História da Medicina (AGHM), Maria Helena Itaqui Lopes, que leu uma carta do presidente de honra da Associação, Carlos Antonio Mascia Gottschall, que não pôde comparecer presencialmente ao encontro. Na sequência, o presidente da Sociedade Brasileira de História da Medicina, Daniel Pinheiro Hernandez, destacou a importância da realização da Jornada no Estado. “Vocês são um ponto fora da curva em relação à história da medicina. É uma jornada que se repete e que mantém viva a chama dessa história.”
Em seguida, a coordenadora do curso de Medicina da UCS e presidente da X Jornada, Ana Paula Agostini, abordou os desafios da formação médica contemporânea e a importância do estudo da história da profissão para a formação dos novos médicos. “Estudar a história da nossa profissão não é um exercício de nostalgia, é um exercício de humildade: é entender que os acertos e os erros daqueles que vieram antes de nós pavimentaram o caminho seguro por onde hoje andamos.”
O reitor da Universidade, Asdrubal Falavigna, encerrou as falas institucionais e reforçou o apoio da UCS aos estudos históricos e à valorização do cuidado humano na prática médica. “Uma universidade que quer ser grande deve priorizar constantemente a humildade, a sua história, porque é justamente através dela que a gente entende o presente e começa a planejar o futuro.”
A programação seguiu com debates, palestras e apresentações de trabalhos voltados à valorização do legado médico no Rio Grande do Sul.
Foto Bruno Zulian
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